quinta-feira, 10 de dezembro de 2009


E pensar que é coisa demasiadamente grande é o seu problema.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Um dos meus corações


E a guria duvida que vai se apaixonar.

Aposta feita.




ilustração: Amaral

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Corações sem amor pra dar.


E o tempo passa, a esperança que eu tinha de esquecer vai acabando.

Pensei que fosse só mais um, daqueles que deixam coisas boas pra lembrar, e sorissos indiscretos pra curtir.

Mas não foi.

Longe, de querer categorizar os amores, mas pro que foi, já era pra ter ido.

Tento esfriar meu abraço, tento fugir dos lugares, procuro só ser gentil, me agarro a outras paixões, fujo do cheiro.

E olhos nos olhos me chega tão bem sempre, e tinha que ser naquela hora, na hora da minha preferida, só pra me fazer lembrar que a porta vai mesmo estar sempre aberta.

E meu riso se fecha pra receber mais um gole da cerveja gelada, o céu lindo, nublado, bonito pra chover, a chama acesa, a certeza dos outros amores, a vontade de ter um só, sabe-se lá por qual minuto insano de amor esvaziando do pote de barro, na bileira da casa mais longe, no mais escondido lugar do sertão.

E nem sei no que isso vai terminar.

Tentativas de esquecimentos são todas aprovadas, vou brincar com o meu próprio coração.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

De uma madrugada



Nas noites em que estou só,
vejo estrelas bravas e brilhantes.
E não vejo bem pela janela,
é pelo buraquinho entre a telha e o peito.

E no peito exposto ao sereno da noite,
tento, sem conseguir, dominar a minha sorte.
Segredo a noite as minhas frestas,
engano no tamanho da solidão.

Pra ela digo com cautela as tristezas,
exalto sem pudor as minhas aventuras solares,
transpiro a insensatez,
ela arde na minha pele pálida.

De não poder parar de sonhar,
acredito sinceramente naquela luz que vejo
a saltar de tanto em tanto a razão
e corresponder o invisível com meu melhor sorriso.

A fumaça envolve meu corpo
e sorri em resposta.
Vislumbre, então, pouco mais que isso
e entenda noite, solidão e estrela.
Duvido, mas espero.


Lara Medeiros E Larissa Andrade

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Só lembrei


E quando eu precisei de afago lá estava ele, cantando "Me dá um beijo então, aperta minha mão,tolice é viver a vida assim sem aventura"...e cuidou tão bem de mim.

Petit elucidar.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A menina


Nada daquilo que foi dito por ela me parecia ter na doçura da sua voz a verdade que tentava expressar. Ela dizia tudo que havia de injustificável. Matar nunca foi sua intenção, mas foram muitas mortes.

Desde a escuridão raspou o que restava de azul da perna, as cores mudavam a cada dia e não se podia carregar na pele a velhice das cores de ontem. Maquiava seu rosto com pó de tristeza para provar aos outros que só a ela cabia a beleza dos que riem por pura insatifação.

Mudava a fresta de luz para o feijão que cultivava no algodão embebido de água, única fonte segura de alimentação, tudo o que restava eram feijões de plantações secas, a terra estava coberta de câncer.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Terra do nunca


À vous qui connaissez l'absurdité de la vie.

...

Minha foto
Borboletas ao sol
E eu lá sei de nada.
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